O SANTO - Da Igreja e do Papa


         Cinco Papas!
         Quem conhece apenas um pouco da vida de São Luís Orione Orione sabe que este admirável padre de Tortona esteve “ao lado dos papas”. Sua radical fidelidade ao magistério papal se expressa em uma de suas melhores frases: “Minha fé é a fé do Papa, é a fé de Pedro”.

        É a sua lição de vida, destinada não apenas aos Orionianos, aos quais ele disse:
       “Esta é a herança que eu lhes deixo: que ninguém jamais poderá nos superar no amor e na obediência, a obediência mais plena, mais filial, mais doce ao Papa e aos bispos”.
Não foi à toa que Papas e autoridades recorreram a ele em diversas circunstâncias, confiando-lhe questões espinhosas e delicadas, para enfrentar as quais Dom Orione prestou, com inteligência, serviços até muito pessoais, difíceis e, às vezes, heroicos.
Ele foi tão bem-sucedido que passou a ser conhecido como “o padre das tempestades- o padre certo para as circunstâncias difíceis”.
Vamos unir alguns dados de sua ação ao lado dos que se sucederam no trono de Pedro durante o século XX.
Leão XIII foi o primeiro Papa que Orione encontrou pessoalmente. Fortemente sintonizado com as diretrizes deste Papa, que defendia uma ação mais empreendedora dos católicos na vida social, Orione voltou a obra de sua Congregação em uma espiritualidade e ação encarnadas no social.
       O Pio X foi sem dúvida o Papa mais determinante da vida de Orione. A relação de amizade e confiança entre o Santo Padre e o jovem sacerdote, levou Orione a aceitar sem a mínima hesitação incumbências muitas vezes delicadas e difíceis.
Dom Orione também teve muitos contatos pessoais com Bento XV. Seguiu o “Papa da paz”, sobretudo em seu projeto missionário, impulsionando a corajosa a ação da Pequena Obra da Divina Providência à América Latina, ao Oriente Médio árabe e à Polônia cristã.
       A relação de Dom Orione com Pio XI foi ainda mais cheia de audiências, colóquios e relatórios sobre missões confidenciais e delicadas. Só recentemente os arquivos revelaram o papel decisivo e discreto de Orione nas intervenções para desbloquear as negociações que levaram à Conciliação entre o Estado e a Igreja na Itália em 1929, dando origem ao Tratado de Latrão, que criou a Estado do Vaticano.
      Pio XII ficou vividamente impressionado pela profunda humildade de Orione quando, em 1939, o mesmo beijou-lhe a mão em plena Via Áppia, cercado pelos frades de sua congregação e por 1.200 alunos do instituto São Filipe. Quando Dom Orione morreu, Pio XII definiu-o “pai dos pobres e insigne benfeitor da humanidade dolorosa e abandonada”.

       São Luís Orione também “esteve” ao lado dos últimos papas que se sucederam na cátedra de São Pedro, não apenas pela comunhão espiritual que liga a Igreja, mas também pela lembrança dos próprios papas.
       João XXIII falou de seu primeiro encontro com Dom Orione: “Conversei longamente com ele, do qual pode-se muito bem dizer: “O que é estulto no mundo, Deus o escolheu para confundir os fortes (1Cor 1,27)”
       Paulo VI também ficou impressionado com a amizade e a colaboração de Dom Orione: “Ele falou com uma pureza tão simples, tão despojada, mas tão sincera, tão afetuosa, tão espiritual que tocou meu coração, e fiquei maravilhado com a transparência espiritual que emanava daquele homem tão simples e humilde”.
João Paulo I e João Paulo II não conheceram Dom Orione pessoalmente, mas o primeiro o definiu como “o estrategista da caridade”, enquanto o segundo o beatificou declarando aos orionianos em audiência particular: “Desejo proclamar esta minha grande confiança na intercessão do beato Dom Orione”.

        Enfim, a dedicação de Orione se destaca nas palavras que ele próprio escreveu, para figurar em seu túmulo: “Aqui repousa na paz de Cristo o sacerdote Luís Orione, dos Filhos da Divina Providência, que foi totalmente e sempre da Igreja e do Papa. Rezem por ele”.
Neste ano Mariano peçamos a Nossa Senhora, a quem São Luiz Orione consagrou sua obra e sua fé, que as lembranças históricas de sua excepcional dedicação nos ajudem a renovar nosso amor, nossa devoção e nossa fidelidade ao Papa Francisco.

Cida Godoy - Pastoral Afro


Notícia publicada em: 19/07/2017

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