Vivendo o Natal todos...


Quando o final do ano vai se aproximando, todos entramos naquele clima gostoso e mágico da festa do Natal do Senhor. Uma festa rica de símbolos e atividades que nos fazem um bem enorme. Os presépios que vemos nas Igrejas e em muitas famílias, por exemplo, nos ajudam a lembrar das circunstâncias nas quais se deu o nascimento do Menino Deus. A pobreza, a simplicidade e as condições nada favoráveis daquela “estrebaria” dizem muito sobre quem de fato Jesus é. E mais do que isso, nos ajudam a descobrir que o Natal é a grande festa da esperança. Pois onde tudo parecia caminhar para o fracasso, eis que surge um menino, e ele será o príncipe da paz!
Podemos dizer que ali no presépio, Deus nos oferece uma lição: poderia ter desanimado e desistido de salvar a humanidade; poderia ter deixado de acreditar no ser humano; poderia ter escolhido um caminho mais fácil para fazer seu Filho vir ao mundo. Mas não, Ele preferiu assumir a condição humana e vir ao mundo num lugar de muita pobreza. Na manjedoura, Jesus já deixava claro que sua missão não era embasada no poder humano, mas no amor. E é na crença que o amor sempre vence, que o amor é a solução para todos os nossos problemas e a receita para fazer uma vida feliz, é que o Natal se traduz em esperança. Esperança é a arte de esperar mais do que aparentemente conseguiríamos. É esperar demais. É esperar além da conta. E o que esperamos é a salvação que vem de Deus. É a sua graça sem a qual nada somos. O natal nos ensina que Deus precisa de muito pouco para fazer grandes milagres.
Por isso, o Natal é mais do que uma solenidade festejada num dia só. Deve ser, antes, uma festa que norteia nossa vida todos os dias do ano. Se lá em Belém Jesus escolheu aquela simples manjedoura, hoje ele escolhe nosso coração. É lá que Ele quer nascer e reinar todos os dias. O príncipe da paz quer fazer da sua vida um lugar onde se vive e se respira a paz que vem do céu. E esta paz, a paz de Jesus não pode ser uma simples “ausência de conflitos”. Mais do que isso, precisa ser uma algo que se transforme em atitude concreta em prol dos nossos irmãos. Precisamos ser construtores da paz.

VIVENDO O NATAL NO TEMPO COMUM

Quando passa o tempo do Natal, podemos até tirar os enfeites da nossa árvore, apagar as luzes coloridas e tudo o mais. Mas não devemos deixar que o espírito natalício também se apague em nós. Durante o tempo comum, período em que a igreja recorda as palavras e os milagres de Jesus durante sua vida pública, devemos fazer do nosso coração terreno fértil onde a semente das palavras do Senhor possam crescer e dar frutos. Assim, faremos nascer em nós, a cada dia, aquela mesma luz que guiou os pastores ao encontro do Menino Jesus, e seremos nós cristãos autênticos que mostram a todos o caminho até o Salvador pelo testemunho de uma vida verdadeiramente santa.

VIVENDO O NATAL NA QUARESMA

No decorrer do ano, depois de caminharmos com Jesus pelas estradas da vida, aprendendo dele o amor, a misericórdia e o perdão, também devemos ir com ele pelo caminho até a cruz. Cristão sem cruz não é digno de seguir o Senhor. Por isso, também na Quaresma devemos viver aquele espírito de esperança que marca o Natal. Desse modo, entendemos que por trás de cada desafio, sofrimento, solidão e muitas vezes incompreensão diante das dificuldades que a vida nos apresenta, há um Deus que não nos abandona. E mais do que isso, um Deus que passou por sofrimentos e dores maiores do que a minha e que no final venceu até a morte. Viver o Natal nestas épocas de agonia e deserto é nunca deixar de crer que o Sol continua brilhando atrás das nuvens de um dia cinzento e triste. Sempre há razão para uma alegria a mais num mar de dores. E isso faz muito bem para a alma!

VIVENDO O NATAL NA PÁSCOA

As festas do Natal e da Páscoa do Senhor estão intimamente ligadas. De fato, a encarnação do Verbo Divino no Seio de Maria e sua gloriosa ressurreição são eventos distantes no tempo, mas próximos no significado e na grandeza. O mesmo Jesus que nasceu pequeno e frágil é aquele que ressurge vitorioso depois do sofrimento da paixão e da cruz. Não se pode celebrar o Natal sem se lembrar da cruz. E não se pode celebrar a vitória sem se lembrar da manjedoura. E assim deve ser nossa vida. Nos momentos de vitória devemos lembrar também que somos pequenos, frágeis e necessitados da graça de Deus. Na verdade, parafraseando São Paulo, nunca somos tão fortes do que quando somos fracos; em Jesus, Deus revela-se forte nas fraquezas e grande na pequenez. Tudo pode parecer confuso, mas na lei do amor, ganha matizes mais compreensíveis e faz-nos ainda mais apaixonados pelo nosso Deus. Pois, enfim, nas luzes e até nas trevas, tudo é graça!

CONCLUINDO 

Como se vê, o Natal não é uma simples festa de um dia. É um espírito que deve tomar-nos quase que por assalto, levando-nos inteiramente, como que pegos por uma surpresa, a uma nova maneira de ler e levar a vida. O Natal deve ser sempre uma festa que nos leva ao inesperado. E por isso, cada dia em sua “chatice” pode se tornar local de encontro com este Deus que não se cansa de nos amar e nos convida a fazer o mesmo. Daí, perdão, sacrifício, festa, riso, choro, alegria, luto e Páscoa vão dando a tônica da música da vida que vai evoluindo naquela mesma melodia que vem encantando gerações de seres humanos há dois mil anos... que ainda deve tocar milhares de corações, uma vez que Jesus ainda quer nascer em muitas vidas. Ah, ele quer! E, a propósito, tenho uma boa notícia: Jesus vai nascer! Quando? Dia 25? Não... é hoje mesmo! Vamos preparar para ele uma manjedoura?
Jesus, seja bem-vindo à nossa vida! Nós te queremos, Senhor! Vem, Senhor Jesus!

Dc. Clayton Munhoz, orionita


Notícia publicada em: 17/12/2014

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